para Maria Assucena,
ao rés-do-chão
como os grãos de areia que no sonho escorriam de tuas mãos
envelhecer
ao rés-do-rio
como as lágrimas que no sonho suavam dos ossos
envelhecer
ao rés-de-si-mesmo
como uma lagarta de fogo se arrastando entre os maturis
envelhecer
sem nunca ter encontrado outro espelho além das águas
envelhecer
como um metal que abraça a ferrugem que lhe consome
ou como o fogo que arde enquanto a vida sangra...
nuno g.
Toróró, 12 de maio de 2026.
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